sábado, 5 de março de 2011

Cap 11

 [O acidente foi um triste capitulo na vida de Laura, Lucas que estava sem cinto voou pelo vidro, quando chegou o socorro, Laura só sabia chorar e perguntar pelo seu amado, porém ninguém a respondia estavam escondendo algo dela, e o que era...Não sabemos ainda!um mês já havia se passado do acidente...]
 -Está frio, o que era aquilo??Cacos de vidro?Por que meu rosto está molhado, cadê o Lucas? Por que ninguém me responde? 
-Filha me responde, você está bem?
Nesse momento eu percebi que eu não conseguia falar, estava fraca de mais para tamanho esforço.Minha mãe começou a chorar e a rezar.
-Senhor Jesus, cuida da minha filha. Por favor, faça com que ela volte, cuida dela e do Bebe que ela traz em seu ventre...
Eu parei de ouvir o que ela rezava quando ouvi a palavra Bebe e ventre, eu estava grávida? Como era possível, eu tomava pílula, e sempre me protegia não é possível, só falta ser do traste do marido da minha mãe, não não é é do do Lucas, foi a única vez que eu deixei de tomar, eu estou esperando um filho dele. E cadê ele, porque não me dizem nada. Eu abri meu olho com um grande sacrifício,doía tudo em meu corpo, eu estava com vários aparelhos presos a minha pele. Minha mãe me olhou...
-Enfermeira-Ela gritou, entre as lágrimas.
-Enfermeira, Deus ouviu minhas preces ela voltou.
-Você consegue falar minha filha?
-Mãaae, eu estou grávida?-Falei com grande dificuldade.
-Sim minha filha, que bom que você acordou agora podemos cuidar de você e da sua gravidez com mais cuidado...
-Mãe e o Lucas?
Quando eu perguntei por ele minha mãe desviou o olhar e uma lágrima escorreu de seu rosto, será que ele tinha morrido.
-Mãe me responde...Ele morreu?
-NÃO, minha filha. Só que o caso dele é grave, desde do dia do acidente ele está em coma, não responde...Não faz nada ele estava assim que nem você. Só que você estava sedada ele não ele realmente está em coma.
-Ele tem chances mãe?
-Sim ele tem, mas agora descansa não pode fazer esforços...
Eu comecei a chorar, ele estava daquele jeito por minha causa como eu me odeio, por que eu fui correr, agora ele está em coma por causa da minha irresponsabilidade, ele tem que se salvar como eu vou cuidar do meu filho? Como? A meu Deus cuida dele...

[Dois meses se passaram e Laura estava indo para sua última ultra som antes de receber alta, Lucas ainda estava em coma, e ninguém sabe quando ele sairá de lá, ou se ele irá sair. Laura estava inconformada, só estava viva ainda pelo seu filho...ou filha, é o que ela vai descobrir hoje.]

-Laura, está pronta?
-Sim, pode ir doutora.
Ela começou a passar um aparelhinho com um gel nojento em minha barriga, estava me fazendo cócegas. Alguns minutos se passaram e a médica me olhou assustada, o olhar dela me deu uma insegurança.
-São dois-ela disse.
-Ahn? Como assim dois?
-Dois um menino e uma menina
-Gêmeos?
-Sim.
  Nesse momento até um sorriso escapou em meu rosto, que lindo. Meus filhos lindos, minha felicidade para ficar completa só falta Lucas aqui comigo.
-Agora Laura você está liberada para ir para casa...
-Obrigada Dr.Fernanda
 [Os meses iam se passando, entre enjôos e visitas a Lucas, ele estava melhorando, não tínhamos previsão de quando ia sair daquela situação mais seu organismo estava reagindo cada vez mais forte.Laura já com 8 meses, sua barriga estava muito grande, seus bebês chutavam bastante, ela comia bem. O quarto dos seus filhos na sua casa no Brasil estava quase pronto, as roupas ela comprara pela França mesmo. Estava esperando apenas a volta de Lucas para ela poder voltar para o Brasil. Sua sogra também estava na França por causa de seu filho e de seus netos Dona Lúcia era uma mulher muito carinhosa, e estava muito triste, porém não deixava transparecer para Laura. E o padrasto dela, ainda estava dando em cima dela, porém agora com mais calma, Laura por sua vez o ignorava e não via a hora de voltar para o Brasil. Seu pai e a Clara já haviam voltado, eram eles que estavam montando o quarto dos bebês, pai dela não aceitou muito bem a gravidez, mas depois se acostumou com a ideia. Ele havia comprado uma casa para filha, para que ela pudesse ter mais liberdade, a casa foi decorada por Clara. Laura ainda não sabia de nada disso.]

-Mãe vou visitar Lucas.
Sai,chamei um táxi e fui em direção ao hospital, quem sabe ele não volta. Chegando em seu quarto os bebês chutaram com força minha barriga..
-Calma filhotes, mamãe veio ver papai!
Comecei a ter contrações fracas, assim que sentei na cadeira ao lado da cama de Lucas, que estava sereno.  Conforme o tempo ia passando as dores iam aumentando, até que eu achei estranho...Andei até o corredor e por sorte Dr.Fernanda estava passando no momento.
-Dr. estou com contrações...
-Em que intervalo?
-Não sei mais são bem pequenos...
Nesse momento senti um liquido descer entre minhas pernas minha bolsa havia estourado, a médica correu e pegou uma cadeira de rodas e me levou para a sala de cirurgia.

[PONTO DE VISTA DE LUCAS]
Ela entrou em meu quarto, porque eu não conseguia falar com ela. Eu queria tanto dize-la que está tudo bem, eu queria tanto dizer o quanto a  amo...Estou sem forças...
-Calma filhotes, mamãe veio ver papai!
A voz dela continua linda, parece um anjo, mas filhotes? Com quem ela está falando. Lutei contra toda a dor que estava sentindo para abrir meus olhos, e vi Laura andando em direção a porta com uma barriga gigante e muito linda, ela estava grávida e era de mim, isso só pode ser um sonho eu preciso acordar... Quando olhei de novo, ela estava sendo levada as pressas em uma cadeira de rodas. Por que? O que estava acontecendo?
-LAAAAAAAURA!-Eu gritei!
Logo os médicos invadiram meu quarto, e começaram a me checar.
-Cade a Laura? Para onde ela foi?
-Ela entrou em trabalho de parto, parabéns papai.-Alguém me respondeu
Algo furou minha pele, e eu adormeci!

[Voltando para Laura]

-Força, Laura, força!
 Respira você precisa, você não quer ter seus filhos em seus braços então respira. Que choro lindo, quando eu ouvi o choro de um e logo depois do outro. Ana e Fernando haviam nascido, me entregaram e eu chorei, quando peguei eles em meus braços. Como eram lindos meus filhos! Logo após eu olhar os rostinhos deles, os tiraram do meu colo, e me aplicaram uma injeção.

Tudo parecia tão calmo, Lucas segurando Fernando e eu segurando a Ana, em um campo tão bonito...

-Laura acorda, tem que alimenta-los.
Eu abri meus olhos e lá estava a enfermeira com um bebê com uma roupinha rosa linda nos braços, ela me entregou eu pus minha linda Ana para mamar, enquanto admirava seu rostinho a mãe de Lucas entrou segurando Fernando em seu colo sorrindo como nunca.
-Advinha de onde eu acabei de vir?
-De onde?
-Do quarto de Lucas, ele adorou ver o filho dele, e está louco para te ver. Ele ainda está em observação mais vai ser liberado daqui a três dias junto com você.
-Ahn..Lucas saiu do coma? Por que só me falaram agora? 
-A você não sabia, logo depois que você saiu do quarto dele, ele reagiu e voltou. Ele gritou seu nome. Não te contamos porque estava dormindo.
-Ah eu posso ir vê-lo?
-Não querida ainda não.
Dei de mamar para o Fernando, e me deitei, ainda estava com sono.
[Foram os três dias mais lentos da vida dos dois estavam morrendo de saudade um do outro, Lucas estava louco para vê-la e te-la em seus braços novamente. E Laura além de não aguentar aquele hospital, ela queria vê-lo, ouvi-lo, etc.]








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